RND Entrevista – Rod 3030, “Majin Boo Tape”

Rapper carioca lançou seu primeiro trabalho solo no dia 1º de novembro

Hoje completamos um mês do lançamento da “Majin Boo Tape“, primeiro lançamento solo do rapper Rod, integrante do grupo 3030. Na contramão dos seus trabalhos anteriores e de muito sucesso, Rodrigo Barbosa Parracho lançou um ep com beats clássicos do Hip-Hop mas sem esquecer de sua lírica afiada, que o consagrou na cena.

O trabalho que está lindo, como já falamos por aqui, conta com participações de grandes nomes da cena e nos presenteia com 10 faixas e 3 interlúdios, nos trazendo o intimo do artista e uma sonoridade muito boa que, certamente, marca uma nova etapa da carreira do artista.

Para entender melhor como foi o processo de criação do novo ep e de onde veio as inspirações, batemos um papo com o Rod que você confere agora:

RND: Por que decidiu lançar um ep solo?

A ideia de lançar uma Mixtape solo, foi se fortalecendo aí durante a pandemia, em conversas que a gente foi tendo no 3030 entre a gente, da nossa vontade de testar novas sonoridades, de inovar em novos caminhos e fazer coisas que a gente não tinha tido a possibilidade de fazer ainda em 10 anos de banda, entendeu? Então é uma vontade aí de expressar artisticamente vários tipos de artes vários tipos de sonoridade.

conta Rod

RND: Como surgiu a ideia de lançar um ep solo com beats clássicos?

Essa Mixtape saiu de forma bem orgânica, entendeu? Então, nessa mesma época aí pandemia, né? Todo mundo em casa e tal, depois que eu finalizei o disco do 3030, as minhas partes minhas letras e minhas gravações, eu comecei a escrever muito despretensiosamente, entendeu? E aí escrevi em alguns beats que eu tinha e tal, mas fui pegando os beats do YouTube de músicas que eu que eu gostava muito que eu já ouvi muito, né, que me marcaram assim, fui escrevendo em cima.
A partir daí, quando eu vi já tinha várias músicas e as coisas estavam ficando legais, eu fui escrevendo de uma forma bem despretensiosa e fui gostando do resultado, então falei: “cara, é esse o momento, vou juntar isso e vou fazer uma Mixtape só em cima de beat clássico!
Por ser o meu primeiro trabalho solo eu quis vim com uma coisa diferente. Eu quis vim com uma coisa para mim, sabe? Tipo, que marcasse esse momento para mim, e resgatar essa parada aí das Mixtapes, desse nomes, desse conceito. a parada dos beats clássicos, queria resgatar isso tudo, e achei que era um momento legal na cena para trazer isso, achei que era uma coisa bem diferente.

conta Rod

RND: Como foi o processo de gravação e dos feats neste momento de pandemia que vivemos?

Os feats foram gravados todos a distância, fui mandando para os amigos, eu escolhi os feats com pessoas que eu tenho proximidade, sou bastante próximo do Choice, do Cabal, e com pessoas que eu acredito muito no trabalho, como a Nyna, o Dvasto e o Akilla.
Então fui vendo muito quem eu achava que encaixava em cada faixa, mandei para eles, todos eles fizeram, foi uma Mixtape super interessante também, eu não mandei para ninguém que não tenha feito, todo mundo que eu mandei entrou, e foi tudo gravado a distância.
Depois só para fazer os clipes, a pandemia já tava mais tranquila, acabei encontrando o Dvasto e a Nyna para gravar e os outros gravaram um clipe a distância também.

conta Rod

RND: Qual o teu som favorito do álbum?

Cara, minha música favorita, eu acho que é “Batalha do Século“, com Dvasto. É essa agora, né? Porque você vai mudando conforme escuta o disco.
Mas essa foi uma música bem sincera e bem sentimental, né?! Uma coisa diferente, tem uma vulnerabilidade ali que eu que não tem muito no Hip Hop. Tipo, falando “Se eu desanimo, se eu pensar em parar, dá até vontade de chorar“, então é uma coisa bem sentimental e, por isso, pelo beat, o feat do Dvasto ali também coroou, então acho que essa é minha preferida.

conta Rod

RND: Qual dos beats que você gravou em cima é o seu favorito e qual a faixa que você mais curtiu?

Pô, eu vou falar “Ame ou Odeie”, né? O “Hate It Or Love It“, do 50 cent com The Game, a música que tem o feat do Choice. Esse é um beat que eu comecei a rimar muito por causa desse vídeo, dessa música, desses caras, do The Games, do 50 Cent, da G-Unit, quando eu era adolescente, em 2004/2005.
Então, acho que foi mais ou menos nessa época que eu decidi ser MC, decidi seguir o caminho da música, do Hip Hop, até falo isso na música, “eu decidi que ia ser Mc com 12 anos, famoso, agora eles me tratam como se nós fosse manos“. Então essa aí é mais marcante para mim.

conta Rod

RND: Você fala em um dos interlúdios sobre o amor pelos animes, como surgiu essa parada de encaixar o ‘Majin Boo’ na sua vida e no ep?

Cara, a parada dos animes é que eu sou uma pessoa muito ligada em arte principalmente cinema e música, os desenhos animados vamos botar aí na mesma caixa do cinema, então eu gosto muito também. E o Dragon Ball Z marcou muito minha infância, marcou minha vida, sabe? Essa Mixtape fala sobre épocas da minha vida, cada beat representa uma fase da minha vida.
Essa Mixtape fala de mudanças, me mudei de casa mais de 10 vezes na minha vida, e cada vez era um bairro novo, sabe? Eu nunca saí daqui do Rio, mas era sempre num bairro diferente. Então ela fala disso, dessas fases, dessas mudanças, dessas casas que eu morei em cada época da minha vida, entendeu?
Então, por isso que eu escolhi o Majin Boo, porque ele tem várias transformações; tem magro, o gordo, o bom, o malvado, o pequenininho, então eu fiz essa analogia entre as minhas fases e as fases do Majim Boo, sabe? E a parada do Dragon Ball representa também uma fase da minha infância, né? Da minha infância ali, eu assisti muitos animes, muito Dragon Ball, então, é daí que vem toda essa ideia da Mixtape, de ser “Majin Boo Tape“.

conta Rod

RND: O que podemos esperar dos lançamentos futuros tanto do Rod quanto do 3030?

O que vocês podem esperar de mim, do Rod, é uma chuva de Mixtape, uma maratona de Mixtape, essa foi só a primeira. Então eu vou seguir por séries, vai ter a “Majin Boo Tape” volume 1,2,3,4, todas vão ser com beat gringo, as “Majin Boos”, mas também vai ter outros projetos que eu vou estar apresentando em breve aí, que aí já vai ser um outro conceito de Mixtape, nada a ver com Majin Boo, será com beats próprios, outra sonoridade, outras propostas.
Eu ‘tô’ querendo lançar 5 Mixtapes por ano, vamos ver se eu vou conseguir chegar nessa meta aí.
Do 3030, vocês podem esperar também músicas novas, inéditas, muito em breve. A gente tá lançando os clipes do “Infinito Interno“, nosso disco que saiu em agosto, e a gente tá preparando músicas novas também.
Tem muita gente perguntando se o 3030 vai acabar, não vai acabar!
A gente vai sim fazer as carreira solo, mas o 3030 vai continuar firme e forte!

conta Rod

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