Com apenas 15 anos, Izabela Reis lança seu primeiro EP

O Rap nacional e sua excelente safra de novos talentos femininos. Não é de hoje que as mulheres chegam com peso em suas produções, quebrando barreiras, preconceitos, esteriótipos. E o mais incrível de todo esse processo é o quanto elas tem começado cada vez mais cedo.

Com 15 anos de idade e residente da região metropolitana de São Paulo, na cidade de Carapicuiba, Izabela Reis começou a desenvolver seu trabalho com o Rap aos 12 anos de idade, e recentemente lançou o seu primeiro EP intitulado “Nefelibata“, ou seja, para pessoas que vivem nas nuvens, que não respeitam regras literárias, em um contexto geral, uma idealista que vive fugindo da realidade e um trampo para você ficar viajando nas ideias.

O EP é contextualizado em sonhadores, aqueles que almejam suas grandes conquistas, mas também tem um certo teor de “pé no chão”, mostrando que nem tudo são flores, que ilusões existem e as barreiras que surgem no caminho, quando se transfere um sonho para um plano real, ou seja, a ideia de que se tem tudo para dar certo, mas quando a prática se torna outros quinhentos é preciso saber lidar com os obstáculos.

O Rap abraçou perfeitamente o que eu queria e eu me senti muito confortável pra fazê-lo. A ideia desse EP era retratar todos os conceitos metafísicos de quem viaja na batatinha tipo eu (risos)“, comenta Izabela Reis.

Em 1 ano de trabalho totalmente independente, junto ao produtor/rapper Gilmar e o produtor visual Kauan Oliveira, o EP reúne 6 faixas inéditas. O trabalho está nas plataformas do Youtube e SoundCloud.

Confira algumas palavras que trocamos com Izabela.

RND: Já começou a sentir o peso de ser uma mina no rap? preconceitos? Qual tua visão a respeito?

— Já rolou muitos comentários sim! E o fato de eu ser nova rotula um lance a mais de “sem capacidade” sabe? Como se eu não tivesse uma história pra contar. O fato de eu ser mulher faz com que os caras se achem expert no bagulho e vem tirar onda. Mas eu conheci muita gente bacana no meio, graças ao universo, mais gente bacana do que gente “porre”

RND: Porque o Rap?

— Bom, escolhi o rap porque é o que mais se encaixava com aquilo que eu sentia necessidade em transmitir! Digamos que ficaria um pouco difícil fazer isso num sertanejo ou qualquer outro gênero. O meu pai escutava muito rap, ai eu comecei a me interessar mais. Comecei escrevendo poesias e pouco depois fui de fato pra música.