Gutierrez mostra toda sua singularidade ao relatar fases de sua vida no single ‘Sem Pensar’

Com produção de Walace Narciso (RJ), Gutierrez lançou nessa terça-feira (13) o single “Sem Pensar“. Com linhas visivelmente claras, e de uma particularidade gritante, o rapper expressou de forma aberta, momentos e fases de sua vida, onde relata o porque de ter se afastado por um tempo de seus trabalhos.

“A mensagem é bem clara. Sem pensar, a gente só faz merda. Essa música é uma das mais pessoais minhas, mesmo que todas sejam também. Além dessa ideia de ‘sem pensar’ no geral, ela também fala sobre o porquê de eu ter dado uma sumida, e também é a primeira música que eu ‘canto’ em um verso”, diz Gutierrez.

Após ter divulgado seu último single “Tranquilão no baile“, em 2016, Gutierrez voltou com a necessidade de falar tudo aquilo que sentia de uma só vez. A música foi escrita há um mês  e tinha previsão de lançamento para o dia 27 de Junho, mas, para a alegria dos que estavam na contenção e ansiedade para ouvir a obra, ela foi adiantada.

Dono de um belíssimo flow, a música “Sem pensar” de fato te faz refletir e foi escrita em um único verso. O som faz parte do seu novo projeto intitulado Predestinado“. A mixagem e masterização levam assinatura de Joe Black (RS) e a arte do single ficou por conta de Wagner Neves (RJ).

Se liga no som e, abaixo, confira uma breve ideia que trocamos com o Gutierrez sobre o VVAR e ser independente:

RND: Sobre teus trabalhos, projetos com a VVAR e Marechal, qual a tua real ligação no momento? E quais são os teus planos para puxar a visibilidade dos novos ouvintes, visto que, a predominância tem sido da new school?

— Eu tô 100% independente no momento, fazendo o corre mais do meu jeito, mas ainda fecho com ele, Ele é meu irmãozão. E quanto a cena atual, acompanho, ouço muito a de fora e não tenho preocupação em ter que chegar aos novos ouvintes. Eu faço as músicas sem pensar em nada além disso. Sem deixar nada interferir no processo. Mas claro que novos fãs são sempre bem vindos.

Trecho da música
[Querem que eu volte a ser foda, voe…/ Mas minha mente ainda é naufraga numa ilha/ Aquelas brigas pelo topo/ Que sempre me fazem pisar em um monte de egos/ E aquelas brigas por ciúme/ Que sempre me fazem viver um romance no inferno/ É foda ter paciência sem ser monge/ Ser frio imerso em lavas/ Sem luz tenho que enxergar o mal na mata (porque)/ Se eu acertar nos meus acertos, tudo acaba]