Beirando Teto lançou 3 Boom Bap’s imperdíveis em um mês. Confira:

Após uma boa leva de Traps em 2016 (“De Röle na City” e “Poca as Caxa“), Davizera a.k.a. Beirando Teto começa o ano com 3 Boom Baps sinceros, contendo lírica pra pra poucos entendedores. A mais recente, “1ooo microgramas” é um som indescritível, mais parece uma viagem enteógena pelas entranhas da sociedade moderna. Som de futuro, Davi inicia profetizando sua compreensão para 2100. Destaque para as imagens de HeadB, também integrante/produtor do grupo. Confira:

Trecho da música
“Beirando Teto o underground nojo / Fazendo mais zuada do que o carro do ovo/ Estilo Paulo Henrique Ganso, meio campo fluxo/ Boa fase, só bola na cara/ Uma jarra de Ayhuasca, clareza/ Davi não brinca com isso”

É muito difícil formar qualquer opinião sobre os sons do Beirando Teto, é como um quadro surrealista, cada um tem sua interpretação, mas aconselho acompanhar as letras e pesquisar as referências. “Ravioli de Pasto” traduz o intuito desse post em uma linha: “Eu curto Trap irmão, mas Boombap? Cê ta brincando...”. Como destaque para esse som temos a foto de capa que dispensa comentários, tirada pelas lentes de Rudá Perazzo. Assista:

Trecho da música
“Eu vejo vários rappers mano. MATA ESSES BICHO/ Clica nos cara véi, que agonia do caralho / Liguei pro dealer, devolvi as drogas / Tava vendo tudo muito claro/ Tipo morfina ao contrário”

E para concluir essa pequena aula chegamos ao último som. Uma das músicas mais densas e ao mesmo tempo mais leves do artista, e que marca o início de uma era de completa independência para Davi. “Full Prana” foi a primeira faixa a ser completamente produzida pelas suas próprias mãos. Tudo aconteceu em Nausea Records, seu home studio onde agora grava, finaliza e ainda produz seus beats que estão cada vez mais requisitados. Veja agora o resultado:

Acompanhe Beirando Teto no Facebook e no YouTube. Confira também o seu SoundCloud.

Trecho da música
“Foda-se o rap/ Foda-se a sua marra/ Numa sessão bem punk rock/ Desmaterializo e / Não enxergo nada/ As estrelas são o mapa…”