Rincon Sapiência fez uma baita crítica social na nova ‘Ostentação à Pobreza’

A pobreza não morreu! É o que o ponta de lança Rincon Sapiência reafirma em seu mais novo single intitulado “Ostentação à Pobreza“, lançado nesta segunda-feira (16), que chegou com um baita vídeo clipe realizado pela Boia Fria Produções, dirigido pelo Marco Loschiavo e produzido por Júlia Velo mais grande time envolvido.

Ostentação à Pobreza” tem a irreverencia que já é marca registrada do manicongo, falando sobre a erradicação da pobreza no Brasil, que muitas vezes deixa encobrir pelo discurso da ascensão da chamada “nova classe média” no país. Rincon constrói metáforas que descrevem a pobreza não somente como carência material, mas como ela está ligada a fatores determinantes para se instalar tanto nos grandes centros urbanos quanto nos confins mais remotos, como favelas metropolitanas, sertão nordestino ou nas comunidades ribeirinhas.

Além da marcante atitude do mc frente as câmeras, o clipe é cheio de projeções, iluminação marcada e cortes secos. “Ficou fácil encontrar dinâmica de edição e ordem das coisas. A parte artística sempre ocorre de forma quase que inconsciente, eu sinto que quando meu coração está lá a coisa anda“, contou o diretor Marco Loschiavo.

O som integra o novo “Gangala Livre“, que será lançado ainda em maio, e tem produção musical do próprio Rincon Sapíência, que fez um Trap com direção musical de William Magalhães — confira a obra, download disponível:

[su_button url=”https://104.248.15.2.br/44884/rincon-sapiencia-ostentacao-a-pobreza-single/” target=”blank” style=”3d” background=”#cf4141″ color=”#ffffff” size=”5″ wide=”yes” center=”yes” radius=”5″ icon=”icon: download”]Baixe grátis a música ‘Ostentação à Pobreza'[/su_button]

Trecho da música
“Sem endereço, quintal de lama / Os inimigo tão de campana / As visita são ratazana / Os remédio feito de cana / Sem Lacoste, sem LeCoq / Sem Nike Shox, sem Reebok / Barracão, tijolo vermelho / As parede não têm reboque / Vítimas de uma exclusão / Desde cedo o drama começa / Nunca pegou um livro na mão / Mas desde cedo segurou as peça / De olho na butique dela / Não é Genival Lacerda /Tá nascendo nova classe média / Muitos tão na velha classe merda”