Ouça “Passarinhos”, single de Emicida com participação de Vanessa da Mata

Nesta sexta-feira (24), Emicida lançou nas redes de streaming um EP com os singles de seu novo álbum de estúdio “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”.

Entre as faixas, temos as já lançadas “Boa Esperança” e “Mufete“, e também a inédita “Passarinhos“, que conta com participação da cantora Vanessa da Mata.

Em “Passarinhos” Emicida mostra que ta afinado tanto na voz quanto na lírica. O mc faz um belo dueto com Vanessa e ainda manda umas rimas arrepiantes. Grande parte da composição nos coloca como livres — ou nem tanto — passarinhos.

Dentre as várias interpretações que vejo nestes versos, a que me fez incluir esta canção no disco por ver que metaforicamente ela trata de temas recorrentes na história dos africanos e afro-descendentes como a tristeza e a saudadeconta EmicidaEm um nível mais intenso, o Banzo” completa.

O EP com os primeiros singles do álbum pode ser adquirido aqui. Já o álbum completo, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa” chega em agosto.

Passarinhos” tem produção musical de Emicida e Marcos Xuxa Levy.

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[su_spoiler title=”Letra da faixa Passarinhos” style=”simple” icon=”caret”]
Despencados de voos cansativos
Complicados e pensativos
Machucados após tantos crivos
Blindados com nossos motivos

Amuados, reflexivos
E dá-lhe anti-depressivos
Acanhados entre discos e livros
Inofensivos

Será que o sol sai pra um voo melhor
Eu vou esperar, talvez na primavera
O céu clareia e vem calor vê só
O que sobrou de nós e o que já era

Em colapso o planeta gira, tanta mentira
Aumenta a ira de quem sofre mudo
A página vira, o são delira, então a gente pira
E no meio disso tudo

Passarinhos soltos a voar dispostos
A achar um ninho, nem que seja no peito um do outro

Laia,laia,laia,laia
Laia,laia,laia,laia
Laia,laia,laia,laia
Laia,laia,laia,laia

A babilônia é cinza e neon, eu sei
Meu melhor amigo tem sido o som, ok
Tanto carma lembra armagedon, orei
Busco vida nova tipo ultrassom, achei
Cidades são aldeias mortas, desafio nonsense
Competição em vão, que ninguém vence
Pense num formigueiro, vai mal
Quando pessoas viram coisas, cabeças viram degraus
No pé que as coisas vão, jão
Doidera, daqui a pouco, resta madeira nem pros caixão
Era neblina, hoje é poluição
Asfalto quente queima os pés no chão
Carros em profusão, confusão
Água em escassez, bem na nossa vez
Assim não resta nem as barata
Injustos fazem leis e o que resta pro ceis?
Escolher qual veneno te mata
Pois somos tipo

Passarinhos soltos a voar dispostos
A achar um ninho, nem que seja no peito um do outro
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