Ouça o disco “.155”, novo trabalho do Costa Gold

Acaba de sair, nesta noite de sábado (28), o novo disco de estúdio do grupo Costa Gold, o aguardado CD “155“.

O álbum também marca a nova formação do grupo, que após a saída de Adonai, é formado pelos rappers Predella e Nog, e o DJ Cidy. Com 11 faixas e 3 clipes ja lançados — das músicas “A Velha Oeste“, “Doce Veneno” e a faixa título do trabalho —  o novo disco do grupo paulista  reúne colaborações de Don L, Haikaiss, Lola Salles, Cacife Clandestino, Luccas Carlos e Shaw.  Já as ecléticas produções musicais do projeto são assinadas por Billy Billy, Lotto, TH, Mestre Xim, Neo Beats e Dubodi Indigente. Ouça o disco na íntegra:

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De acordo com o grupo, o álbum”155″ — numeração que também indica o artigo penal de furto — representa a primeira apresentação de uma identidade definitiva do Costa Gold. O “155” é o primeiro projeto do grupo que não segue uma temática obrigatória pelo titulo escolhido; o nome “155” vem através da proposta que o projeto tem pra cena do rap nacional (fazendo uma alusão ao artigo penal), e não da temática que as músicas tem em sequência.

O disco “155” foi gravado no estúdio Ésseponto.Records, o projeto foi mixado por SPVIC e masterizado no estúdio AudioFusion: Bureau por Rafael Zeferino.

[su_spoiler title=”Lista de músicas do álbum” open=”yes” style=”simple”]

  1. Anjos e Demônios. (Releitura da faixa “Blessings” Big Sean, Drake, K. West)
  2. Vago
  3. 155
  4. História de João Gatilho
  5. Dás Arábias
  6. Doce Veneno
  7. A Noite (Part. Cacife Clandestino)
  8. BackStage (Part. Haikaiss)
  9. N.A.D.A.B.O.M. 2 (Part. Don L & Luccas Carlos)
  10. Me Deixa (Part. Lola Salles)
  11. A Velha Oeste (Part. Shaw)

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Disco “155” pelo próprio Costa Gold

O grupo passou por uma espécie de Ciclo Vicioso na sua primeira formação oficial.
Predella, NOG, Adonai e DJ Cidy… Que se aprofundaram no tema, e rapidamente acabou resultando em uma Trilogia Musical como o primeiro projeto do grupo Costa Gold no cenário do Rap Nacional.

O projeto teve início no primeiro ano do grupo (2012), com o episódio “Efeito Dominó“. Um epílogo de 8 faixas que retratava as dificuldades que os integrantes do grupo passavam, por ser um trabalho musical totalmente independente.

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No segundo episódio, tivemos a “Mixtape Epifania”. Uma fita mixada com 14 músicas relatando como que o Costa Gold fez para sair do “Efeito Dominó”, e por isso a mixtape foi intitulada de “Epifania” que significa: Um surto de Lucidez.

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O terceiro e último episódio da Trilogia, foi lançado em novembro de 2014, com o álbum intitulado “Posfácio“, que tinha como tema o relato final de todo aprendizado absorvido por todos os integrantes do Grupo durante o a trilogia “Ciclo Vicioso”.

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O grande fato é, durante todo esse tempo, muita coisa aconteceu. O grupo foi conhecendo a si mesmo cada vez mais, tomando uma forma única, tornando se uma fórmula própria, algo que até mesmo os integrantes não puderam controlar.

A seriedade em que se trabalhava, e a quantidade de alma que foi depositada no Costa Gold, fez com que o único objetivo dentro da “Trilogia Ciclo Vicioso” fosse criar uma identidade original para a musicalidade do grupo. Algo que jamais fugiria dos princípios primordiais, o que nós realmente somos, como foi decretado desde o início através do significado de Costa Gold: “Fazer por onde as glórias, através do lado mais valioso do ser-humano“.

Quando a trilogia acabou, o Costa Gold tinha cumprido dos os seus objetivos, porém, com a identidade do grupo definida, foi necessário diversos ajustes e mudanças. E nesse meio tempo, tivemos a saída um integrante. A maior dificuldade tanto profissional quanto emocional que o grupo já se encontrou: “Adonai MC” que foi muito importante para a criação e aparição do grupo no cenário, e infelizmente, após as mudanças e ajustes, não se encaixou na identidade final, no rumo que o grupo tomou após de vivenciar 2 anos dentro do “Ciclo Vicioso“.

O disco “155” nada mais é do que a apresentação de uma Identidade Definitiva, que o tempo e a experiência no cenário trouxeram para o Costa Gold. Explica-se nas próprias musicas o porque que a identidade definitiva se formou só depois de 3 anos de corre. Conseguimos em 11 faixas mostrar todas as caras que o Costa Gold tem. Desde Bombapp dos 90’s, pro Trap de Atlanta, até o Samba de Raiz Brasileiro, nós exploramos todo nosso conhecimento musical, baseado na nossa visão de rua, colhendo 3 anos de experiência no mundo, erros e acertos, vitórias e derrotas, pra fazer o primeiro álbum do Costa Gold que não tem um tema de seguimento.

O primeiro disco que não segue uma temática obrigatória pelo título que escolhemos; o título “155” veio através da proposta que o disco tem pra cena do Rap, e não da temática que as músicas tem em sequência. O nome “155” se fez necessário naturalmente, pela conclusão de qualidade que o grupo quer alcançar.

Imagine um 155 musical? Ou melhor, um furto sonoro! Um roubo de toda sua atenção através de algo que não dá para ver, nem pegar, nem tocar. Apenas escutar e sentir.
Isso é o 155.