Documentário “Boa Esperança”, de Emicida, é uma carta-bomba contra o racismo

Nesta quinta-feira (30), Emicida divulgou o documentário “Boa Esperança“. Um mini-doc. de 11 minutos que mostra o processo de criação da obra visual do single de mesmo nome e reforça a discussão contra o racismo e o desrespeito de famílias ricas perante às trabalhadoras domésticas.

Além das imagens que relatam a construção do clipe, o doc. também mostra os protagonistas Domênica e Jorge Dias, filhos do Mano Brown, nos bastidores do clipe, e Emicida passando sua visão sobre o modus-operandis da escravidão que ainda se encontra presente na realidade brasileira. Porem, o destaque fica para o relato de trabalhadoras domésticas sobre condições de trabalho impostas pelas classes abastadas.

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Em muitos lugares em que eu trabalhei a gente não podia comer, ali na Pacaembu mesmo, ali tinha lugar da casa onde a gente não podia andar (…) Isso é normal, na casa do povo muito rico”, conta Divina Cunha, sobre o tratamento recebido quando trabalhava em casas da família de bairros nobres da capital paulista.

Em entrevista para a Ponte Jornalismo, Emicida diz que Boa Esperança é para o Brasil como um todo e que a ficção do clipe assusta por mostrar uma bomba-relógio, mas que ninguém sabe a hora que vai explodir.

O documentário tem direção de Kátia Lund e João Wainer.

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