DDGA|Dolores Dala Guardião do Alívio – Novo lançamento do Rico Dalasam

O EP começa com um diálogo de 40 segundos entre duas senhoras em uma faixa denominada “Circular 3“, que eu imagino seja em referência ao ônibus Jardim leme/ Centro até o Pazine, conforme informa o site da viação Fervima, ônibus circular da região do Taboão da Serra/SP, mesmo bairro do artista.

O assunto das senhoras é exatamente a demora do ônibus, não só em passar, como também em chegar no destino. E uma das duas indica que a outra escute uma musiquinha para não se estressar com aquela demora. O que eu imagino que não seja uma indicação de melhor uso só do novo EP, mas de toda a discografia do Rico. Já que o “DDGA“, contando com essa intro, tem só por volta dos 14 minutos. 

Depois dessa conversa entre senhoras, vem “Braille“, uma música que Rico já tinha lançado antes, mas que pode ficar lançando e relançando o quanto quiser, que sempre vale a pena reouvir.

Além dela, tem quatro faixas inéditas que demonstram a mesma qualidade e o mesmo carinho com cada rima. Contando com as participações de Mahal Pita, Chibatinha (do ATØØXÁ) e Dinho Souza.

Este álbum é pra quem gosta de rap, quem gosta de pop, quem gosta de música, ouvir com calma. Sentir cada música, que são poucas até, curtas, feitas para serem consumidas nos tempos atuais, mas consumidas com parcimônia.

Ele é o artista que eu sempre respondo quando vem a famigerada pergunta: “quem você acha o mais subestimado da cena?” Pra mim, ele tem algumas músicas como “Braille e Paz“, “Coroas e Tronos” onde ele não erra uma rima. Músicas onde ele simplesmente não tem rima de suporte. Só rimas insuportáveis. Daquelas que você escuta e não cabe no seu ouvido.

Por isso, clique aqui e deixe o reproduzir automático te fazer conhecer todas as músicas, e conhecer mais do Rico Dalasam: