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Conheça Aton, sua jornada, som e disco que estão por vir, surgimento da Chave Mestra e até mitologia egípcia

Aton, integrante do grupo de Rap Nacional pernambucano que já é conhecido pelo público, Chave Mestra, que, inclusive, participou de uma cypher recente em colaboração com outro grupo também já conhecido, DV Tribo, está para lançar um trabalho solo em breve.

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Nordeste no Comando: assista o cypher que juntou a rapa da DV Tribo e Chave Mestra

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‘A Jornada’

A jornada do Aton no Rap começou, na verdade, quando uma banda de rock, na qual ele fazia parte, deixou as atividades de lado. Em seguida, um amigo seu tinha acabado de comprar uma pick-up, e, Aton, junto com outro amigo, que era guitarrista, adaptaram algumas de suas músicas, até então, para batidas eletrônicas de rap. Daí nasceu um grupo, chamado “Atitude Protesto”, que durou 3 anos e que rendeu bastante experiência para o Aton, embora não tenham gravado nada oficial na época, pois o acesso era bastante limitado e não tinham condições financeiras de pagar os aluguéis de estúdios – começando na raça mesmo, como todo bom rapper, né?!

Em 2009, veio-lhe a ideia da criação do grupo Chave Mestra, baseando-se em sua compreensão sobre a música do Black Alien, a clássica “From Hell do Céu”. A partir desse momento que entra em cena o Diomedes Chinaski, que já era amigo de Aton, e que também fazia parte de um grupo local que, como o de Aton, também tinha deixado as atividades de lado. Gravaram as primeiras faixas juntos, e, de imediato surgiu o nome “Chave Mestra”, que veio com o ideal de unir os trabalhos dos dois, mesmo sendo tão distintos um do outro.

Depois de 2 anos, entraram para o grupo: Louco do Texas e Moral. No quarto ano: Zaca das Chagas e Sagaz das Atalaias. Por diante, é história. E essa formação permanece até hoje, trazendo à cena nacional, sons incríveis que são REconhecidos do Nordeste ao Brasil inteiro e até fora do país.

‘Muitos lançamentos’

Nesta próxima segunda feira, 30 de janeiro, Aton lançará um som solo, que servirá de preparo para o seu próximo disco, que também será solo, intitulado de “Código Pandora”. Nesse disco, Aton explorará o universo da música eletrônica e tudo que tá ao seu redor – musicalmente falando – em Pernambuco. Portanto, promete unir elementos de “mundos” diferentes no mesmo. A previsão, ainda abstrata, é de que o disco saia quando forem lançados 4 sons solos e algumas cypher’s da Chave Mestra que ainda estão sendo concluídas – ISSUMERMO, TIO… tem mais cypher’s vindo por aí. A produção dessa música ficará por conta do Lord Poiz, da Argélia – o mesmo que produziu o sucesso da Chave Mestra em 2015, Xoxotinati -, que, inclusive, está produzindo também algumas músicas do disco.

https://www.youtube.com/watch?v=Rdv2x7asuTs

‘Egito’

Mudando radicalmente de assunto, essa ascensão de grupos e artistas da cena falarem sobre temas resgatados do Egito e antigas civilizações não surgiu do nada. A Chave Mestra fazia isso bem antes. E pros que têm interesse sobre as civilizações egípcias e seus mistérios e significados, o Aton é PHD no assunto, tanto é que seu próprio nome artístico provém disso.

Aton, antes, assinava seus projetos solo, participativos e com o grupo pelo vulgo “Faraó”, que era seu apelido desde os tempos de escola.

De hoje em diante, decidiu assinar apenas como “Aton”, que, segundo o próprio, além de ser um nome do universo mitológico egípcio, do qual é fascinado, é um vulgo que deixa claro sua paixão pelas civilizações antigas, principalmente da 1º Dinastia do Baixo Egito. Para deixar mais claro, “Aton” é o Disco Solar Egípcio que representou, durante uma época, o monoteísmo em uma nação que cultuava incontáveis deuses. A figura que representa o Sol e todo o poder que vem dos céus. Não por ser o Deus do Sol, Amom-Rá, e sim o próprio Sol.

O Faraó Amenofis 5º, quando assumiu o trono do Egito Médio, anexou a seu nome de batismo, o nome do Disco Solar Egípcio, e, assim, se tornou, o Faraó Akhen-Aton. Numa tentativa perturbada, ele tentou instaurar o culto a um único deus, banindo toda a religião politeísta do Egito Antigo. Sendo acusado de loucura, era suspeito de estudar escondido com escravos hebreus sobre sua única divindade, e a forma como ele chamava o sol: eterno, criador, senhor das alturas.

Muito conteúdo, não é mesmo?! O fato é que esse ano, tanto o Aton solo quanto a Chave Mestra, irão trazer muita coisa surpreendente para o Rap nacional. O que nos resta é não tirar os olhos de Pernambuco e do Nordeste, sem querer desmerecer, claro, o trabalho das outras regiões do país.

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