Foto: Milena Abreu

Conexão Salvador e Guadalajara: Rei Lacoste lança clipe independente com coprodução internacional

O rapper baiano Rei Lacoste lançou na última segunda (06), o clipe do seu single “Gardênias”. A gravação, feita em Salvador e Guadalajara, no México, conta com a participação dos artistas Giovani Cidreira, também conhecido como GIO, e Piu Knup, que representa a parceria internacional.

Com tonalidade baseada numa espécie de surrealismo tropical, o clipe segue a lógica da faixa e abre a interpretação para liberdade, o amor e uma vivência com interseção cultural.

“A filmagem na orla, com ambientação típica do litoral de Salvador e, ao mesmo tempo, a diferença entre as cidades, a divisão de dois canais na tela e as imagens em câmera lenta, chamam atenção para a presença de vários signos que permitem esse discurso livre”, explica Rei Lacoste, também diretor e roteirista do clipe.

Assim como no single, que é regido pelo trap, mas contém versos fortes em espanhol e até uma citação clássica do cantor Djavan, a produção audiovisual expressa diversas referências artísticas.

Foto: Milena Abreu

Para GIO, ter participado do projeto trouxe um olhar de experimentação: “Não me interessa nada que não traga alguma novidade visual e eu acho que as produções de Rei Lacoste trazem uma estranheza, mas a gente consegue entender as referências, passear pelo o que está rolando de forma própria e única. E nós somos isso, até por ser de Salvador, sem muita estrutura, a gente acaba indo além na imaginação”.

O clipe representa novas experiências, coexistências, uma forma de reconstruir e se apropriar de símbolos, espaços e representações sem ser fiel ao óbvio. Para traduzir essa linguagem, a produção contou também com a direção de fotografia de Milena Abreu, Brandon Ponce, color Grading por Maysa Zucheratto, além de toda equipe que, segundo o artista independente, “é quem acredita no trabalho”.

“Como em toda a obra que ‘Gardênias’ está inserida, a mixtape Tutorial de Como Ser Amado, é levantada uma dimensão política, que expressa a necessidade de liberdade dos corpos e atenta para uma questão social”, finaliza Rei Lacoste.