Aranha, goleiro do Santos, diz que aprendeu a enfrentar o preconceito ouvindo Rap

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No último domingo (31), o goleiro do Santos, Aranha, vítima de racismo explícito e televisionado em uma partida de futebol, entre seu time e o Grêmio, deu uma boa entrevista ao programa da Globo, Fantástico.

Na partida, entre xingamentos assustadoramente racistas Aranha fez o mais certo e se posicionou, tentou parar o jogo para mostrar o que estava acontecendo, e graças a isso, alguns dos verdadeiros criminosos foram identificados.

Com a repercussão monstruosa do caso, obviamente programa Fantástico da Globo foi averiguar e conseguiu uma exclusiva com o goleiro.

Na boa entrevista, Aranha explica o motivo obvio de sua atitude, conta o que ouviu, fala sobre a individua que soltou palavras racistas que está sendo mais divulgada, “eu tenho dó dela. Como ser humano, e pelas consequências.” disse.

Aranha também disse algo importante que nós do Rap vivemos e sempre constatamos o compartilhamento na cultura Hip-Hop, “eu tive a felicidade de aprender muito com o Rap, porque esse pessoal, como sempre foi um pessoal sofrido e acusado e agredido. É um pessoal bem informado sobre política, sobre religião, sobre a sua história, a história do seu país. Como na periferia a gente ouve muito isso, porque é aquilo que está na nossa realidade, eu cresci preparado para esse tipo de situação”, diz Aranha.

Mais uma vez mostrando que o Rap é muito mais que música, é um estilo de vida, um estilo de ideologia massiva, que conscientemente ou inconscientemente, ajuda às pessoas injustiçadas por qualquer esfera do sistema a suportar e também a reagir de forma construtora.