Imortalizando a si e seu ano, Nikito dropou sua mixtape

O ciclo da SoundFood Gang tá intenso no final de ano. No começo do segundo semestre já lançaram Lógos de niLL (que foi analisado aqui). Agora em Novembro, Nikito traz uma mixtape que fala muito sobre si, desde o título: “Esse mano aqui não morre”.

Como o nome do projeto já indica, Nikito é um mano raro, que permanece por aqui e melhora com o tempo. As músicas do trabalho seguem no mesmo rumo, trazendo uma pegada meio excêntrica, fugindo do genérico do trap. Na busca de algum valor de choque, de te captar a atenção, há muitas quebras de expectativas, tornando o trabalho cada vez mais imprevisível, prendendo o ouvinte.

“Holy, holy, holy” é um exemplo de abordagem diferente para com a roupagem do trap, num estilo que remete à primeira audição de autotune: o susto te faz voltar, a repetição torna tudo mais agradável. Com 5 produções próprias, Nikito oferece uma mixtape de 7 tracks, com as outras batidas por LR Beats e TanBeats.

Alterando nuances ao longo das tracks, o artista mostra a capacidade e variedade de estilos, muito disso é influência do meio onde está inserido. Jundiaí se tornou um polo de produção de rap. Em 2019 a região gerou mixtapes de DJ Buck, ManoWill, album de niLL e de Yung Buda (prestes a lançar outro projeto ainda em 2019). Num movimento colaborativo, a Koreia Barber Shop lançou a indisputada melhor mixtape de barbearia do ano.

Quem ouvir a mixtape de Nikito pode ter certeza de algumas coisas: Conhecer melhor um artista talentoso; se familiarizar com as quebras de expectativas que a versatilidade permite; E ao final, quem ouviu atentamente vai cair na teia, CTRL.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.