Com ‘Licença pra chegar’, NGMA lança seu primeiro single

O pai na linha de frente da escola de samba Nenê de Vila Matilde e a mãe uma amante dos bailes black de São Paulo, Bruno Augusto a.k.a NGMA cresceu cercado de influências fortes e marcantes tanto para sua carreira no Rap, quanto para o seu empoderamento como homem negro.

Mas nem sempre foi assim, apesar do Rap ter sido muito presente na sua infância e adolescência — tanto o seu pai quanto o seu irmão gostavam — as comparações com o irmão incomodavam e o rapper explica: “Imagina você,  com seus 14/15 anos, no auge do seu ‘grito do Ipiranga’, ser a sombra de outra pessoa?! Acabei associando o Rap à tudo isso, e pegando raiva!

No mesmo período aprendeu a tocar violão e anos depois se encontrou no Hardcore punk de São Paulo, chegou a ter bandas de HC, mas logo em 2013 percebeu que o Rap representava tudo aquilo que queria dizer e em 2014 escreveu a sua primeira.

Com incentivos do amigo Plano B, integrante do grupo Hó Mon Tchain, NGMA passou a escrever e guardar as letras. Em 2015, durante a produção do álbum “Assim que nóis trabalha” do HMT, o rapper mostrou a guia de “Licença pra Chegar” e MC e beatmaker  MUD — também integrante do grupo — produziu um boom bap com base em um sample de Hiatus Kaiote e hoje, para encerrar o ano e iniciar um novo ciclo o som está na rua.

Parte do coletivo e selo Carranca Records ao lado do grupo ATTICA, LariNu, LOMA, GARBELA e o fotografo do blog Rap em Movimento, Marcola, a ideia é não esperar por ninguém. “Estamos tentando criar nossos próprios meios, fazendo a auto-gestão das nossas paradas. Somos um coletivo e levamos essa ética de trabalho à sério. ” diz NGMA.

Planos para 2017

Com dois sons já engatilhados, ano quem haverá mais lançamentos e também um possível EP, mas segundo o rapper, é necessário ainda amadurecer mais a ideia para produzir algo de qualidade. Paralelo ao seu trabalho, o Carranca acelerá o ritmo dos trabalhos e para abrir os caminhos, lançará o primeiro som de LariNu, produções do ATTICA, o EP do Garbela e muito mais.

Trecho da música
Ouvi muito e falei pouco; fui observador
Filtrei bem o que servia ou não pra mim
Enfim… minha vez chegou, e me sito merecedor
De fazer algo que eme orgulhe antes do meu fim

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