Roda de rima ‘Catete, Glória e Lapa’ é censurada pela Polícia Militar no Rio de Janeiro

Na noite da última terça-feira (27), a terceira edição da Roda Cultural Catete, Gloria e Lapa, realizada na região do Largo da Glória na capital carioca, foi censurara pela Guarda Municipal e a Polícia Militar da região, mesmo tendo toda a autorização necessária de órgãos  públicos e prefeitura para realização da intervenção cultural no local.

Fazemos ocupação de espaço público e levamos a cultura hip hop para rua, para todos, de graça, sem cobrar ingressos e dentro da lei, amparados por lei e decreto. Gostaríamos de saber do poder público onde estamos errados?!” questionam os representantes da Roda Cultural, que foram forçados a parar a roda de rima e encaminhados para a 9ª DP, delegacia do bairro Catete.

Após a intervenção policial, por volta das 19h (veja no vídeo abaixo), todo o público e representantes do coletivo, entre eles o mestre de cerimônia Dom Negrone, foram para a porta da delegacia da região e continuaram com a roda de rima por lá mesmo, em tom de protesto contra o ato da PM.

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Depois de muita conversa e total falta de conhecimento da Polícia Militar sobre as leis e decretos municipais que legitimam, premiam e apoiam a realização de práticas culturais em espaços públicos fomos ‘convidados’ a seguir para Delegacia de Polícia localizada no Bairro do Catete, onde a Delegada deu uma aula rápida sobre leis, decretos, e principalmente de quem realmente a alçada desse tipo de assunto.” conta Negrone.

A situação também foi registradas pela Grito Filmes, que divulgaram esse vídeo que você confere abaixo. O registro ainda mostra um pouco do autoritarismo da polícia — relatado muito bem por Rashid na recém lançada ‘A Cena‘ — e de quebra ainda mostra como aconteceu a terceira ‘Roda Cultural do Catete, Glória e Lapa‘ na frente da 9ªDP.

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O rapper Shawlin também se posicionou sobre a intervenção policial no evento. “Aos poucos a política implantada na Lapa e o modo de enxergar do estado quando sob essa política, tem se expandido para a tentativa de moldar a cultura carioca em toda a cidade, já não bastasse a falta de apoio, agora as autorizações e alvarás concedidos são simplesmente ignorados e as promessas antes feitas, agora, parecem piada de mal gosto. Miram no nucleo da cultura urbana do Rio de Janeiro, as rodas de rima e eventos alternativos em espaço aberto. Antes elogiados, ao que parece, hoje esse eventos são vítimas de ordens fantasmas, que não partem de ninguém e ignoram documentos.” escreveu Shaw. Leia a nota na íntegra.

Confira as fotos registradas pelo Jornal A Nova Democracia. De acordo com Dom Negrone, cerca de 300 pessoas acompanharam a roda em frente a Delegacia do Catete, esta que se estendeu até cerca de 0h.

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